Há um grito em meu peito que teima em sair
É um NÃO bem forte para se ouvir em toda parte
Nos botecos vazios
Nos parques vazios
Nos pátios das oficinas
Nas minas lotadas e
Indústrias pesadas
Não ao café corrido
ao abraço ligeiro
ao menino crescido
à fralda não trocada
Não ao curso de verão
ao curso de inverno
à falta de infância
ao cadeado no portão
Não ao antidepressivo
ao encontro virtual
à falta de encontro
ao sonífero, ao lexotan
Não ao escritório na mochila
à hora extra
à hora besta
ao turno de 12 disfarçado de 8
E de quem é a culpa?
Dos japoneses?
Da tecnologia limpa?
Do consumismo
Da propaganda suja?
Karl sabia
Lenin, Castro
Todos eles...
E quem vai dar o grito?
Quem vai nos libertar?
Chamaremos os russos?
Os gaúchos?
A presidenta?
Elizângela Marçal
Ago/12
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